quinta-feira, 2 de junho de 2011

A crítica a "Layers of Love United" dos Norton.

A minha crítica de "Layers of Love United" dos Norton.

O mais óbvio? “Two Points” é o single para este verão. Ponto final. Não há discussão. Toda a gente vai estar a cantar “Turn it up, turn it down, turn it all around” às namoradas, à amiga da namorada… A quem der jeito!

Os Norton abrem as portas a “Layers of Love United” com um excelente single que pôr miúdos a graúdos a perguntar quem eram os Norton. A minha mãe fê-lo portanto logo aqui ganham pontos. A batida contagiante impele o corpo a dançar sem preocupações com o tempo ou o FMI e é para isso que a música serve: entreter, agradar, algo que os Norton sabem fazer.

Com a mudança de vocalista, a banda composta por Manuel Simões, Rodolfo Matos, Pedro Afonso e Leonel Soares, ganhou um ânimo para construir músicas pop repletas de batidas contagiantes e guitarras subtis com toques electrónicos capazes de colocar qualquer discoteca a abanar a anca sem qualquer tipo de pudor. Reflectem um caminho mais alegre que em trabalhos anteriores dando-lhes um potencial muito mais alargado no que toca a explorarem novos sons, novas direcções, que são capazes de agradarem os ouvidos portugueses como os estrangeiros, como já se viu com o jornal britânico “The Guardian” a nomeá-los como a banda para ter em olho em Portugal.

O único grande problema deste trabalho é que se torna bastante complicado de destacar temas. Todas as músicas estão embutidas de misturas electrónicas com pop com rock que nos dão vontade de pegar num carocha dos antigos e conduzir em direcção à costa vicentina para aproveitar o calor dos dias que correm. Se tivesse mesmo que destacar algo, à parte de “Two Points”claro, teria de ser “Glowing Suite” e “Layers”, duas inspirações pop no seu mais perfeito estado.

Os Norton merecem o destaque que damos aos Cut Copy ou aos Foals. Eles são assim tão bons.

Esta crítica foi publicada no site Imagem do Som.

Sem comentários:

Enviar um comentário